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Auxiliares de tráfego denunciam três meses de salários atrasados e cobram repasses da CTMac e Prefeitura de Macapá

Auxiliares de tráfego que atuam nos serviços de organização viária em Macapá denunciam estar há três meses sem receber salários e afirmam que a situação é consequência da falta de repasses da Companhia de Trânsito e Transporte de Macapá (CTMac) à empresa responsável pelo contrato. A denúncia foi encaminhada ao Portal 1 Norte por trabalhadores que pediram para não ter a identidade revelada por medo de represálias.

Segundo os relatos, a empresa Venom, responsável pelos auxiliares de tráfego, não estaria recebendo os pagamentos da CTMac, o que estaria impedindo o pagamento dos salários dos funcionários.

Em uma arte divulgada pelos trabalhadores, eles afirmam que continuam desempenhando normalmente as atividades, principalmente durante a programação do Macapá Verão, atuando nos bloqueios de vias e na organização do trânsito durante os eventos.

“Trabalha, mas não recebe”, diz a campanha. O material ainda cobra “repasse imediato da CTMac e da Prefeitura de Macapá” e afirma que “sem repasse, não há pagamento”.

De acordo com um dos denunciantes, o presidente da CTMac, Michel Brás, teria feito ao menos duas promessas sobre a regularização dos pagamentos que não foram cumpridas.

“O presidente da CTMac, Michel Brás, já mentiu duas vezes para nós dizendo que o salário cairia numa sexta-feira, mas não caiu. No show do Péricles, na última sexta, ele prometeu novamente que receberíamos na segunda ou na terça, mas isso também não aconteceu”, relatou o trabalhador.

Os auxiliares afirmam que, apesar da falta de pagamento, continuam sendo escalados para trabalhar em todos os eventos do Macapá Verão.

Ainda conforme a denúncia, durante uma reunião realizada na CTMac, os trabalhadores teriam ouvido uma declaração que foi interpretada como ameaça.

“Falaram assim: ‘Sei que está difícil a situação do salário dos senhores, mas quem não quiser trabalhar tem mais de 100 querendo. Então precisamos de todos nos eventos do Macapá Verão’. Estamos nos sentindo acuados e ameaçados de perder nosso emprego”, afirmou a fonte.

Os profissionais destacam que exercem uma função essencial para a segurança viária e afirmam que a falta de remuneração tem causado dificuldades para manter despesas básicas, enquanto seguem cumprindo suas jornadas de trabalho.

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