Meio Ambiente

PM Ambiental apoia resgate de botos encontrados mortos no Rio Amazonas

A Companhia Fluvial do Batalhão Ambiental da Polícia Militar do Amapá (PMAP) prestou apoio, na manhã desta segunda-feira (20), ao resgate de dois botos-cor-de-rosa encontrados mortos às margens do Rio Amazonas, em Macapá. Os animais foram localizados em uma área de mata de difícil acesso, nas proximidades da divisa entre os bairros Vale Verde e Araxá, e serão submetidos a exames para identificar as causas das mortes.

A operação foi realizada em conjunto com o Laboratório de Mamíferos Aquáticos (LAMAR), do Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas do Amapá (Iepa). Após receber informações sobre os animais, a equipe da Companhia Fluvial, acompanhada pelo Oficial de Operações da PMAP, deslocou-se até o local a bordo da embarcação Godzilla para auxiliar o cientista ambiental Roginey Silva na localização dos botos.

Depois de encontrados, os animais foram rebocados e entregues ao LAMAR, onde passarão por procedimentos técnicos que deverão indicar as circunstâncias da morte.

MP acompanha casos e articula ações de proteção

O novo registro ocorre poucos dias após o Ministério Público do Amapá (MP-AP) iniciar uma articulação com órgãos ambientais e de segurança para investigar outra ocorrência envolvendo a morte de botos-cor-de-rosa.

Na última semana, o promotor de Justiça do Meio Ambiente, Marcelo Moreira, reuniu representantes da Delegacia Especializada em Meio Ambiente (Dema), do Batalhão Ambiental da PMAP e da Polícia Científica do Amapá para discutir a mortandade de três botos encontrados no distrito do Ariri, na zona rural de Macapá.

O caso foi denunciado por uma moradora da comunidade, que acionou as autoridades após encontrar os animais mortos. A polícia confirmou a ocorrência do crime ambiental, mas, até o momento, a autoria não foi identificada.

Durante a reunião, foi definida a realização de ações de educação ambiental voltadas às comunidades da região. O Ministério Público também vai oficiar o Ministério da Pesca, a Colônia de Pescadores, a Associação de Moradores do Ariri e o Iepa para levantar informações sobre a atividade pesqueira e o uso do habitat dos botos, com o objetivo de estruturar campanhas de conscientização entre moradores, proprietários de balneários e veranistas.

Marcelo Moreira destacou que a preservação da espécie exige atuação conjunta da sociedade e do poder público.

“Todos têm que estar juntos nesta causa, denunciar a pesca e violência contra esta espécie representativa da Amazônia brasileira, para que sejam preservados. Eles não fazem mal aos seres humanos, não são inimigos dos pescadores e ajudam a manter o equilíbrio ambiental. Não podem ser vítimas destes crimes bárbaros e de consequências cíclicas no processo de extinção de espécies na região”, afirmou o promotor.

O boto-cor-de-rosa é um dos principais símbolos da biodiversidade amazônica e enfrenta diversas ameaças, entre elas a pesca ilegal, a degradação dos rios e a destruição de seu habitat. A investigação sobre os dois animais resgatados nesta segunda-feira poderá indicar se as mortes têm relação com ação humana ou outras causas ambientais.

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