Operação Ágata fecha pista clandestina e combate garimpo ilegal na fronteira do Amapá

Força-tarefa mobilizou mais de 1,1 mil agentes no Amapá e Pará e provocou prejuízo estimado em mais de R$ 19 milhões às atividades criminosas; ação também levou atendimento de saúde a comunidades isoladas
Uma grande operação coordenada pelo Ministério da Defesa intensificou o combate a crimes ambientais e transfronteiriços no Amapá e no Pará. O balanço final da Operação Conjunta Ágata Amazônia Oriental, divulgado na sexta-feira (21), aponta a interdição de garimpos ilegais, o fechamento de uma pista clandestina no Amapá e um prejuízo estimado em mais de R$ 19 milhões às organizações criminosas atingidas pelas ações.
Realizada entre os dias 1º e 7 de agosto, a força-tarefa reuniu mais de 1,1 mil integrantes, entre militares das Forças Armadas e agentes de instituições parceiras. Exército Brasileiro, Marinha do Brasil e Força Aérea Brasileira atuaram de forma integrada com órgãos federais, estaduais e municipais.
No Amapá, as ações se concentraram principalmente na região de fronteira com a Guiana Francesa, considerada estratégica para o enfrentamento de crimes como garimpo ilegal, tráfico, contrabando e outros ilícitos transfronteiriços.
Equipes fiscalizaram pessoas, veículos e embarcações e identificaram atividade de garimpo ilegal na foz do Rio Marupi, com apoio do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).
Fiscalização reforçada em Oiapoque
A operação ampliou o patrulhamento terrestre, fluvial e aéreo no extremo norte do estado.
Militares realizaram patrulhas em localidades como Vila Brasil, Três Saltos, Ilha Bela, foz do Rio Anotaie, Parque Nacional do Cabo Orange e Taparabu. Também foram instalados postos de controle e interdição fluvial no Rio Oiapoque.
Na BR-156, foram montados postos de bloqueio e fiscalização com participação da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e da Polícia Militar.
Já na Ponte Binacional, ligação terrestre entre o Amapá e a Guiana Francesa, as fiscalizações envolveram também a Receita Federal e a Vigilância Sanitária. Houve ainda reconhecimento aéreo na região da Terra Indígena Boca do Marapi.
Entre os resultados registrados durante a força-tarefa está ainda a interdição de uma pista clandestina no Amapá, estrutura que integrava o conjunto de alvos atingidos durante a operação.
No balanço geral das atividades desenvolvidas no Amapá, mais de 1,3 mil pessoas, veículos e embarcações passaram por abordagens e fiscalizações.
Operação também levou saúde a comunidades
Além das ações de repressão aos crimes ambientais e transfronteiriços, a Operação Ágata desenvolveu atividades de assistência à população.
Ao todo, no Amapá e Pará, foram realizados 1.236 atendimentos médicos e odontológicos, além de 348 testes rápidos. As equipes distribuíram 2.588 medicamentos e entregaram 380 kits de higiene bucal, além de promoverem orientações sobre prevenção de doenças e saúde mental.
No Amapá, os atendimentos chegaram à Comunidade do Espírito Santo, em Oiapoque, e à Aldeia Aramirã, em Pedra Branca do Amapari.
As atividades contaram com apoio do Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) e de estudantes voluntários dos cursos de Medicina, Enfermagem, Psicologia, Farmácia e Fisioterapia da Universidade Federal do Amapá (Unifap), além de acadêmicos de Odontologia da Faculdade Anhanguera de Macapá.
A Operação Ágata integra a estratégia de presença das Forças Armadas nas regiões de fronteira e busca ampliar a atuação do Estado em áreas de difícil acesso, combinando fiscalização, inteligência, patrulhamento e ações de assistência às comunidades.



