Bancários fazem paralisação de 24 horas nesta quinta-feira; movimento atinge agências no Amapá

Mobilização envolve bancos públicos e privados em Macapá e Santana; categoria cobra aumento real, valorização de benefícios e mudanças na PLR
Bancários do Amapá participam, nesta quinta-feira (20), de uma paralisação de 24 horas que integra a mobilização nacional da categoria em meio às negociações da Campanha Nacional dos Bancários 2026. No estado, o movimento foi aprovado em Assembleia Geral convocada pelo Sindicato dos Trabalhadores do Ramo Financeiro do Estado do Amapá (Sintraf-AP).
A paralisação deverá alcançar trabalhadores de bancos públicos e privados, entre eles Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Banco da Amazônia, Itaú Unibanco, Bradesco e Santander, principalmente nas unidades de Macapá e Santana.
A decisão ocorre após bancários rejeitarem proposta apresentada durante as negociações com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban). Nacionalmente, a categoria decidiu manter a paralisação mesmo após os bancos recuarem de uma proposta de reajustes diferenciados por faixas salariais. Segundo a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), a mobilização continua pela apresentação de uma proposta que contemple aumento real, valorização da Participação nos Lucros e Resultados (PLR), dos vales e do piso salarial.
Entre as principais reivindicações da Campanha Nacional 2026 estão aumento real de 5% acima da inflação nos salários e demais verbas, elevação do piso salarial, reajuste dos valores do vale-refeição e do vale-alimentação e valorização da PLR. A pauta nacional foi entregue à Fenaban em 24 de junho.
Fechamento de agências preocupa no Amapá
Além das reivindicações salariais, o Sintraf-AP chama atenção para as demissões e a redução da presença física das instituições financeiras, situação que, segundo a entidade, afeta tanto os trabalhadores quanto os clientes que ainda dependem do atendimento presencial.
No Amapá, a redução da rede bancária tem impacto especialmente relevante devido às distâncias entre os municípios. O sindicato cita como exemplo o Itaú, cujo atendimento presencial está concentrado em Macapá, obrigando clientes de outras cidades que necessitam de determinados serviços a se deslocarem até a capital.
A entidade também aponta redução da presença física de instituições como Santander e Bradesco e manifesta preocupação com um eventual aprofundamento desse processo.
Agências podem funcionar parcialmente
A paralisação nacional de 24 horas não representa necessariamente o fechamento de todas as agências bancárias. O funcionamento dependerá da adesão dos funcionários e das mobilizações organizadas pelos sindicatos em cada localidade.
Funcionários que atuam em regime de home office também foram orientados pelo movimento sindical a não acessar os sistemas das instituições nem registrar o ponto durante a paralisação.
Para os clientes, a recomendação durante o movimento é priorizar serviços disponíveis pelos aplicativos, internet banking e demais canais digitais das instituições financeiras.
A paralisação acontece a poucos dias da data-base da categoria, em 1º de setembro, e amplia a pressão por avanços na negociação da nova Convenção Coletiva de Trabalho. A campanha deste ano tem entre seus principais eixos aumento real, valorização do piso e da PLR, defesa do emprego e melhores condições de trabalho.



