Presidente da Petrobras prevê produção de petróleo no Amapá em até sete anos

Magda Chambriard afirma que descoberta na costa amapaense é estratégica para o país e pode manter o Brasil como protagonista mundial do setor na próxima década
A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, afirmou que o Amapá poderá começar a produzir petróleo em águas ultraprofundas dentro de seis a sete anos. A projeção foi apresentada em entrevista à GloboNews e repercutida pelo g1.
A declaração ocorre após a Petrobras anunciar a identificação de hidrocarbonetos no poço exploratório perfurado na Bacia da Foz do Amazonas, no litoral amapaense. A presença dessas substâncias indica potencial para petróleo ou gás natural, mas a companhia ainda precisa avançar nos estudos para dimensionar a descoberta e avaliar sua viabilidade comercial.
Segundo Magda, somente após a definição do porte da descoberta será possível estabelecer o projeto de desenvolvimento da área. É a partir desse processo que a estatal trabalha com a perspectiva de iniciar uma eventual produção no Amapá no horizonte de seis a sete anos.
Descoberta é considerada estratégica
A presidente da Petrobras classificou a descoberta como “absolutamente relevante”. Segundo ela, a reposição das reservas brasileiras é necessária para evitar que o país volte a depender da importação de petróleo nos próximos anos.
Para Magda, o potencial identificado no Amapá também possui importância geopolítica, ao contribuir para manter o Brasil em posição de destaque no mercado mundial de petróleo ao longo da próxima década.
A exploração da Margem Equatorial integra a estratégia da Petrobras de recomposição de suas reservas e de garantia do abastecimento energético brasileiro durante o processo de transição para fontes mais limpas. A estatal detém integralmente a área e adquiriu o direito de exploração em leilão realizado pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), em 2013.
Poço fica a 175 quilômetros da costa
O poço Morfo está localizado a aproximadamente 175 quilômetros do litoral do Amapá, sob uma lâmina d’água de quase 3 mil metros e a cerca de 500 quilômetros da foz do Rio Amazonas.
A perspectiva apresentada pela presidente da Petrobras acrescenta um novo capítulo às discussões sobre a exploração de petróleo na costa amapaense. Apesar do otimismo, a efetiva produção dependerá dos resultados das próximas etapas de avaliação da descoberta e da definição do projeto de desenvolvimento.



